Ministração: Radicalize Parte 2

Sua história

Podemos dizer que o século XX é o século do adolescente? Não é isso que aconteceu? Vamos pensar?

Setores inteiros da economia (cinema, música, moda, fast food) e inúmeros serviços pela internet orbitam em volta dos hábitos de consumo dos (adivinhe quem?) adolescentes. Com todo esse dinheiro e essa atenção a adolescência – juventude é encarada como umas férias bem longas. A Sociedade não espera muito dos jovens durante esta época da adolescência, a não se problemas, não há expectativas o que se espera é muito baixo, desvalorizado, medíocre uma depreciação.

As expectativas são muito limitadas, até o Google tem pouca expectativa quanto os adolescentes – jovens. Os termos mais sugeridos:

Drogas, Bebidas, Gravidez, Sexo, violência, celulares.

O poder surpreendente das Expectativas

A expectativa tem um poder e podemos perceber isto na seguinte história:

Em uma universidade foi separada duas turmas de alunos e informado aos professores qual era a situação. Na primeira turma foi informado aos professores que os alunos tinham grandes potenciais, quanto a segunda turma foi informado aos professores que era uma turma mediana para não dizer medíocre.

Os professores tendo estas informações foram analisados e no final do ano um comparativo foi apresentado em relação as turmas: a turma com os  potenciais terminou o ano realmente com o potencial elevado e conhecimento pois os professores foram mais rígidos no ensinamento buscando esse potencial que fora informado a eles, sabiam que eles poderiam romper e forçavam os alunos nessa busca. Quanto a turma mediana os professores não se esforçavam em tirar o máximo dos alunos, pois acomodaram na informação de alunos medianos, por isso, não se esperava muito destes e a turma terminou medíocre como começou.

Mais o surpreendente é que as duas turmas eram iguais de alunos com o mesmo grau de conhecimento, porém a expectativa passada foi o determinante para que os professores esperassem mais de uma turma do que de outra e isso realmente elevou o conhecimento da turma que se espera mais.

Esse é o poder das expectativas, e o que as pessoas ao seu redor têm de expectativas quanto a você?

O que a Bíblia diz a respeito

O apóstolo Paulo diz em 1Co 13:11 “Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.”

Paulo também escreve a um jovem pastor que estava em processo de treinamento: “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza.” (1Tm 4:12). Apesar de nossa cultura esperar pouco de nós jovens, adolescentes. Deus deixa evidente neste versículo que suas expectativas são muito maiores.

Então por quais expectativas devemos nos orientar?

A bíblia diz em Rm 12:2 “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Quando fazemos das expectativas deste mundo o nosso padrão, permitimos que ele nos molde e, assim, sobra pouco espaço para o desenvolvimento do caráter e da competência cristã.

Nossa cultura (mundo) tenta determinar nossa maneira de agir e de pensar, nossa aparência e nosso linguajar. Ela tentará nos impor suas idéias de como devemos nos vestir, o que devemos comprar e onde vamos encontrar essas coisas. Também nos dirá o que deve ser sonhado, valorizado e perseguido na vida; e não será Cristo certamente.

Onde temos expectativas elevadas, temos a tendência de buscar a excelência para atendê-las; onde as expectativas são reduzidas, isso não acontece. Porém nossa conduta deve ser o de 1Co 14:20 “Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento.”

Mais nossa cultura diz: “Quando se trata do mal seja maduro, mas continue infantil em sua mentalidade e seu comportamento – faça isso, no mínimo, por muitos anos”.

Gostamos da idéia de fazermos coisas que sabemos não são apropriadas ou de nos contentarmos com menos do que o melhor. Justificamos nossas escolhas porque é isto que se espera. “Sabe como é não sou tão mau quanto algumas pessoas que conheço”. Seguimos a multidão, damos preferência aquilo que dá menos trabalho, não nos disponibilizamos a pegar pesado.

Desperdiçamos parte dos melhores anos de nossa vida e nunca alcançamos todo o potencial que Deus nos concede. Jamais nos dispomos a fazer as coisas capazes de nos levar além. Gostamos da liberdade proporcionada pelas expectativas reduzidas, mas elas estão tirando o que nos pertence.

Rompendo a corda

Lembra do elefante, preso por nada mais do que um pedaço de corda e uma estaca cravada no solo? O que acontece? Por que ele não se solta? Não lhe falta força para isto. Por que motivo o elefante não a usa?

Eis o motivo: Quando o elefante ainda é jovem, o dono o afasta da mãe e o prende a uma árvore com uma corrente bem forte em volta da pata traseira direita. Durante dias ou semanas o jovem elefante se esforçará para sair, puxando e tentando romper a corrente, mas a única coisa que consegue é fazer aquela corrente lhe cortar a pata. Com o tempo, o animal desiste e aceita a idéia de que não pode ir a lugar algum se tiver alguma coisa em volta de sua pata traseira direita.

Logo o dono do animal pode substituir a árvore por uma estaca e as correntes por um pedaço de corda, pois bastará ao elefante sentir alguma resistência na pata para desistir e parar. Não há nada ali além de um pedaço de corda envolvendo o tornozelo do paquiderme, mas há algemas em volta de sua mente.

Somos como este elefante! Temos a consciência da força e do potencial que Deus nos concedeu – o potencial para pegar pesado e realizar coisas importantes – mais ainda somos escravos de uma mentira. Fomos condicionados a acreditar em coisas falsas, a parar quando as coisas complicam e negligenciar o incrível propósito de Deus para os anos de nossa adolescência, juventude.

No fundo você quer pegar pesado e sabe que foi criado para realizar coisas de grande valor e mais do que isto você é capaz de realizá-las.

Isto é ser Radical começar uma revolução para romper estas algemas da mentira e da desvalorização da adolescência, juventude, levando nossa geração a uma compreensão verdadeira de que há um Caminho Melhor.

Fazer a diferença!

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3 Comments »

  1. Glória ao DEUS, que nos livrou da preocupações deste mundo!!!!

    Comentário de LARISSA — 3 de abril de 2014 @ 9:08

  2. Texto maravilhoso e muito inspirador, a indiferença é cruel :(

    Comentário de Rebeca — 14 de abril de 2014 @ 20:59

  3. Minha esposa fala que eu não tenho fé porque me preocupo de mais com o futuro nosso e de nossos filhos.
    Só eu trabalho em casa e não sou registrado, e o contrato pode acabar a qualquer momento sem nenhum direito trabalhista. Ou seja se eu parar hoje amanhã já não tenho o que receber.
    Eu fico buscando alternativas para um plano B, contatos para um convenio mais barato, atividades que possam nos oferecer uma outra renda, etc..
    e eu sempre me deparo com minha esposa fazendo este comentário.
    Realmente não sei se preciso deixar tudo nas mãos de Deus ou continuar me preparando e planejando.

    Comentário de Tony — 5 de julho de 2017 @ 11:43

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