Josefo e outros historiadores sobre Jesus Parte Final

João Batista

Ainda no livro 18 do Antiguidades Judaicas, Josefo descreveu o reinado de Herodes Antipas e informou que este era casado com a filha de Aretas, um rei árabe vizinho com quem já tivera disputas territoriais. Antipas repudia a filha de Aretas para se casar com Herodias, mulher de seu meio-irmão. Valendo-se do pretexto, Aretas faz guerra a Herodes que tem seu exército destruído e a derrota seria certa se não fosse a intervenção romana.

“Mas para alguns judeus a destruição do exército de Herodes pareceu ser vingança divina, e certamente uma justa vingança, pelo tratamento dado a João, de sobrenome Batista. Porque Herodes o tinha condenado à morte, mesmo ele tendo sido um homem bom e tendo exortado os judeus a levar uma vida correta, praticar a justiça para com o próximo e a viver piamente diante de Deus, e fazendo isto se batizar.[…] Quando outros também se juntaram à multidão em torno dele, pelo fato de que eles eram agitados ao máximo pelos seus sermões, Herodes ficou alarmado. Eloqüência com tão grande efeito sobre os homens pode levar a alguma forma de sedição. Porque dava a impressão de que eles eram liderados por João em tudo que faziam. Herodes decidiu então que seria melhor atacar antes.[…] De qualquer forma João, por causa da suspeita de Herodes, foi trazido acorrentado à Machaerus, a fortaleza de que falamos antes, e lá executado, contudo o veredito dos Judeus era de que a destruição que visitou o exército de Herodes era vingança de João, que Deus achou por bem infligir este castigo à Herodes.”

Argumentos contra a autenticidade do texto

A crítica tem considerado o texto de Flávio Josefo sobre Jesus como uma interpolação posterior ou adulteração do texto original. Crê-se que, sendo Josefo um historiador meticuloso, dedicou uma referência muito pequena à pessoa de Jesus, que possuindo a importância que o texto dedica deveria ser tratado com maior exaustão do que João Batista, a quem são dedicados longos trechos. Este argumento, aliado ao fato de que nenhum autor faz alusão ao texto antes de Eusébio de Cesaréia, (século IV), quando os escritos de Josefo vieram através de fontes cristãs e testemunhos contrários como os de Orígenes, fizeram com que o texto fosse considerado apócrifo.

Orígenes escreveu em 240 a respeito da referência de Josefo a Tiago como irmão de Jesus no mesmo Antigüidades Judaicas mas não mencionou o Testimonium Flavianum. Orígenes afirma que Josefo “não considerava Jesus como sendo o Cristo” (“Comm.Matt x17”) e “não diz nada dos feitos maravilhosos de nosso Senhor” (Stromateis, ii 2), mas o “Testimonium” declara que Jesus é o Cristo. Isto fez com que, a partir do século XVII, filologistas sugerissem que o Testimonium Flavianum não constava das cópias mais antigas ou pelo menos não na presente forma.

Muitos historiadores modernos tem argumentado que a passagem quebra a continuidade da narrativa e que são usadas palavras incomuns nos textos de Josefo, por exemplo Emilio Bossi escreve o seguinte:

“Esta passagem, ou período, está como que a esmo, em meio de um capítulo, sem conexão alguma com quanto a precede ou se lhe segue, alinhavada, por assim dizer, na descrição de um castigo militar infligido à populaça de Jerusalém e a dos amores de uma dama romana e de um homem que obtém os seus favores, fazendo-se passar, graças aos sacerdotes de Isis, por uma personificação do Deus Anúbis. Estes dois acontecimentos estão ligados pelo mesmo historiador com um outro, porque ao relatar o segundo chama-o outro acidente deplorável, de onde se depreende que esse outro acidente só pode relacionar-se com o primeiro, isto é, com a sedição popular e a repressão que se lhe seguiu.”

A passagem também foi encontrada em um manuscrito da obra anterior de Josefo: “As guerras judaicas”, contudo é óbvio que se trata de uma falsificação.

Públio (Caio) Cornélio Tácito (em latim Publius (Gaius) Cornelius Tacitus) ou simplesmente Tácito, (55 – 120 d.C.), historiador romano, foi questor, pretor (88), cônsul (97), procônsul da Ásia (aproximadamente 110-113) e orador.

É considerado um dos maiores historiadores da Antiguidade. Escreveu por volta do ano 102 um Diálogo dos oradores e depois, Sobre a vida e o caráter de Júlio Agrícola, um elogio ao seu sogro, que havia sido um eminente homem público durante o reinado de Domiciano e que havia completado, como general, a conquista da Britânia, além de ter feito uma expedição à Escócia. Suas obras principais foram Annales (“Anais”) e Historiae (“Histórias”), que tinham por tema, respectivamente, a história do Império Romano no primeiro século, desde a chegada ao poder do imperador Tibério até à morte de Nero (Annales) e da morte de Nero à de Domiciano (Historiae).

Devido ao declínio da literatura latina no final do século II, e durante a anarquia militar do século III, Tácito parece ter sido negligenciado como autor, para ser redescoberto apenas na Antiguidade Tardia, quando o grego Amiano Marcelino, por exemplo, inspirou-se nele para escrever uma história, em latim, da sua própria época.

No entanto, no começo da Idade Média Ocidental, sua obra voltou a cair no esquecimento, para só readquirir notoriedade durante a Renascença. Em consequência destas oscilações na sua fortuna crítica, seus textos maiores chegaram até nós muito mutilados, de forma tal que os Anais, tais como podemos lê-los hoje, contêm apenas a descrição de parte do reinado de Tibério – a descrição do reinado de Calígula estando totalmente perdida – parte do de Cláudio, e a maior parte do de Nero – estando também perdida a conclusão da obra. Quanto às Histórias, seu texto preservado contêm basicamente a narrativa da guerra civil do ano 69, que levou à ascensão de Vespasiano ao trono imperial.

No XV Livro dos Anais, Tácito descreve onde Nero culpa os cristãos de ter incendiado Roma, onde 15% da cidade foi parcialmente destruída. Segundo Tácito, o próprio Nero é apontado como causador do incêndio.

Outra obra importante de Tácito foi Germania, uma descrição, considerada incrivelmente precisa para a época, da Germania e seus povos, contra os quais a Roma da época (de Trajano) estava em guerra.

Tácito tem as características usuais do historiador antigo: o gosto pela moralização – ele é um severo juiz de caráter – pelas anedotas sobre os grandes homens, o mais absoluto desinterese pela microhistória, o desprezo pelo povo comum, e o amor aos discursos inventados ou remanejados (basta comparar a sua versão do discurso de Cláudio propondo a entrada de nobres gauleses no Senado com o original, que o acaso das descobertas arqueológicas nos disponibilizou, para perceber estes remanejamentos). Sua idealização, como senador que era, da República Romana, o cega para os traços positivos do governo imperial, e é a ele que devemos grande parte da nossa idéia pré-concebida da decadência moral de Roma. Mas ele é antes de mais nada um estilista, conciso até o ponto de ser ambíguo, e com um texto simplesmente lapidar de tão econômico, que parece nos dizer o essencial sobre qualquer situação.

Caio Plínio Cecílio Segundo , em latim Caius Plinius Caecilius Secundus (Como 61 ou 62 – Bitínia? 114), também conhecido como Plínio, o Jovem ou o Novo, foi orador insígne (Panegírico de Trajano, 100), jurista, político, e administrador imperial na Bitínia (111-112). Sobrinho-neto de Plínio, o Velho, que o adoptou, estava com o mesmo no dia da grande erupção do Vesúvio (79 d.C.), mas não o acompanhou na viagem de barco até o vulcão em erupção que se revelaria mortal. Seus escritos sobre esse dia, no qual Pompeia se afogou em cinzas, são o principal documento escrito que versam a respeito de como sucedeu tal erupção. Hoje, as erupções desse tipo são chamadas de erupções plinianas.

Plínio, o Jovem iniciou-se na vida pública aos 18 anos, primeiro como advogado, onde os seus dotes oratórios começaram a ser notados, em julgamentos de funcionários imperiais e militares acusados de delitos políticos.

No ano de 93 foi nomeado pretor e posteriormente cônsul e governador da Bitínia em 111, onde viria a morrer.

Da sua oratória o Panegyricus Trajani (“Panegírico de Trajano”), foi única peça oratória sua que se conservou. Nela, Plínio, ao estilo da época, agradece a sua nomeação para cônsul. De outros textos sobreviventes, sabemos que se dedicou ao estudo do âmbar e suas qualidades, comparando-o com a pedra-ímã, cujas propriedades já eram bastante conhecidas.

O seu legado principal são as suas litterae curiosius scriptae, 247 missivas escritas a amigos, no estilo da época entre os anos de 97 e 109. Nelas encontramos das melhores descrições da vida quotidiana, política etc. da Roma Imperial.

As cartas estão agrupadas em dez livros, o décimo volume aborda o tema do cristianismo, um dos primeiros documentos não neotestamentários sobre a igreja primitiva.

Estas cartas foram escritas durante o seu consulado na Bitínia. São 122 cartas trocadas com o imperador Trajano sobre como lidar com a questão, e onde é visível a sua simpatia para com os cristãos.

…[os cristãos] têm como hábito reunir-se em um dia fixo, antes do nascer do sol, e dirigir palavras a Cristo como se este fosse um deus; eles mesmos fazem um juramento, de não cometer qualquer crime, nem cometer roubo ou saque, ou adultério, nem quebrar sua palavra, e nem negar um depósito quando exigido. Após fazerem isto, despedem-se e se encontram novamente para a refeição… (Plínio, Epístola 97).

Plínio era filho de Lúcio Cecílio Cilo, que exercia as funções de quattuorvir aedilicia potestate (magistrado), e teve uma irmã, Lúcia Cecília Valens.

Filhos amados, isto é HISTÓRIA, vemos que, até hoje, tudo que se refere a JESUS sempre foi, e sempre será, contestado pelos incrédulos.

Eis a eterna luta entre a VERDADE e o ENGANO.

Como o Diabo, como não consegue destruir a verdade de DEUS, JESUS, ele lança dúvidas sobre ela, como ocorreu no jardim do Èden na conversa com Eva, vemos aqui nas páginas da história.

Não dê ouvidos às dúvidas do diabo, creia JESUS é FATO HISTÓRICO e acabou.

Amo vocês nesse CRISTO discutido, duvidado, ignorado, mas vivo e poderoso e fantástico, amoroso.

Ainda vamos continuar estudando.

Bibliografia: http://pt.wikipedia.org

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7 Comments »

  1. Deus usa quem Ele quer,até o Mario para falar com os teus filhos.Este site é uma benção, atraves dele tenho evangelizado no meu trabalho.Deus continue abençoando vocês. bjos

    Comentário de louzimeri — 14 de março de 2012 @ 7:45

  2. obrigado pelas palavras elas mi são luz.

    Comentário de ricardo — 12 de novembro de 2012 @ 16:48

  3. O Senhor pastor é uma benção e um paizão, que o ESPÍRITO SANTO CONTINUE TE USANDO.

    Comentário de LARISSA — 18 de março de 2014 @ 16:44

  4. Bߋm dia Еste é meս primeiro comentar aqui, entãօ eᥙ só queria dar
    սm аlô rápido е dizer eu genuinamente desfrutar
    lendo ѕᥱu posts do blog . Você ρode sugerem quаlquer outros blogs/sites/fóruns ԛue
    rever o meѕmo tópicos? Mᥙito obrigado !

    Comentário de orquídeas facebook — 20 de março de 2017 @ 13:49

  5. Ꭲem realmente muіto complicado neste cheio ԁe actividade vida para ouvіr notícias TV ,
    aѕsim eu ѕimplesmente usar іnternet para
    que finalidade , e οbter o mais uр-to-date notícias .

    Comentário de site do emagrecimento — 11 de abril de 2017 @ 17:22

  6. Hurra! Por fim, recebi um blog de onde eu posso obter fatos valiosos sobre
    Meu estudo e conhecimento.

    Comentário de www.br.fatlossdoctor.pro — 4 de julho de 2017 @ 19:44

  7. Olha a mentira cristã é de uma falta de vergonha a toda prova Flavio Josefo nunca falou de um Jesus isto é mentira do cristianismo romano.
    Na verdade até o que se fala que ele falou sobre João Batista já foi contestada, pra começo de conversa João Batirta começou sua vida pública batizando os judeus, um costume pagão não preticado por judeus e ai ele chama os judeus ao arrependimento e começa a aplicar um costume pagão naquele povo de tradição ortodoxa, vcs acham isto possível?

    Comentário de Daniel S Rachadel — 3 de setembro de 2017 @ 20:05

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